domingo, 29 de julho de 2012



PROFISSÃO: PROFESSOR
                                                  VOCAÇÃO: EDUCADOR

Todos os dias, vemos em nossa prática educativa, que o professor, aqui colocado como profissão, não raras vezes procura adaptar ao seu cotidiano, práticas pedagógicas já utilizadas com outras turmas, em anos anteriores, de maneira que identifica à TODOS, sem exceção, como iguais. Dessa forma, esquece o professor que cada aluno tem sua especificidade, sua história de vida, sua forma diferentes de assimilação dos conhecimentos, seu tempo diferente dos demais partícipes da turma. E, agindo assim o educador continua a prática excludente daquele que não apresenta características padronizadas para determinado conteúdo. 
    O que difere o Professor por Profissão, do Educador por Vocação?
A prática. O Educador busca ver em cada um de seus pupilos, um ser único, em formação, carente de um olhar diferente, de ações diferentes, de atenções específicas. Ele não vê o aluno como mais um na sala de aula, mas como alguém especial. Não por ser portador de Necessidades Especiais, mas por ser especial em sua essência.  O Educador a cada dia que passa, recebe de forma também diferente seus alunos, procurando levar para a sala de aula, inovações, novas formas de ensinar, lança desafios e media essa busca no alcance dos objetivos traçados.  O Educador atua dentro do que se propõe a fazer com amor, explícito em suas ações. De nada adianta diplomas pendurados pelas paredes, se a prática educativa não mudar. Assim, se o Professor não conseguir ser Educador, não deve assumir a difícil missão de ser Docente Educador. Pois esta exige amorosidade, entrega, comprometimento. Dar aula qualquer um pode dar. Fazer o aluno aprender para a vida é para aqueles que veem em cada aluno, um potencial que o professor não vê. O Educador é um descobridor de seres criativos e capazes. O professor vê diante de si alunos aos quais precisa transmitir conteúdos. O Educador vê os alunos como pessoas, capazes de construir conhecimentos. Para Rubem Alves, há uma distinção entre professor e educador, ao afirmar que, “professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E de toda uma vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança” (apud FERACINE 1998, p. 50).  Vendo o professor por essa ótica, fica claro, que ele tem um papel social a cumprir, papel este, que se delimita a “provocar “conflitos intelectuais”, para que, na busca do equilíbrio, o aluno se desenvolva” (FREITAS, 2005, p. 95). 
Diante destas discussões, a profissão docente abrange singularidades que a diferencia dos demais profissionais, ou seja, não é suficiente apenas carregar um título acadêmico, é preciso dedicação, superação. E esse degrau que não se alcança apenas pelo simples querer-ser, mas que só estará disponível quando há compromisso deste profissional consigo mesmo, e com o outro, sob uma ação pautada pela ética e pelo compromisso de ajudar o aluno a crescer. Não falar do alto com o aluno, mas agachar-se ao nível dele para auxiliá-lo a chegar ao alto.
“Todo conhecimento só tem valor quando transmitido à alguém. Tudo que sei em nada me difere de um livro não lido, se não utilizar o que conheço para ajudar à quem precisa do pouco que sei.

“O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.”
                                            Leonardo da Vinci


                                                      Neusa Martins

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